Após a leitura do texto de Hernandez, pude relembrar e aprimorar meus estudos e vivências com a prática de Projetos. Resgatando coisas que aprendi nos anos 90, ainda no curso de Magistério que permeiam esse caminho, até mesmo como o Tema Gerador, a proposta Construtivista, o início do estudo de projetos, as leituras de Ferrero e Teberoscky.
Já fui uma professora muito conteudista e com receio e dificuldade a metodologia de Projetos, mas com o tempo percebi que tinha como trabalhar conteúdos básicos aliados ao interesse do mundo dos alunos e da comunidade escolar.
Claro que comecei, pelos Projetos de Ensino, que pariam da minha lista de conteúdos. Mas aos poucos com a experiência, o estudo e o apoio das redes de ensino em que trabalhei pude evoluir junto com meus alunos aos Projetos de Aprendizagem. Sabendo que algumas escolas não permitem essa prática, apenas como fachada de propaganda.
Ainda tenho dificuldade em organizar sua montagem, mas sempre me dispus a aprender com os alunos também, tentando, fazendo e refazendo, se aprimorando ao longo do tempo e construindo aprendizagens, realmente, significativas.
Ainda na conclusão da minha faculdade de Biologia, lemos um livro para o estágio que tratava de levar o senso comum para dentro da sala de aula, e não só o saber científico. Mas sim, equiparar os dois na construção de novos saberes. E isso me marcou profundamente. (Biologia dentro e fora da escola. Santos, Luís Henrique S. Ed. Mediação, 2000)
Não que eu seja contra os saberes científicos ou dos autores ou dos pensadores, porém devemos valorizar e levar em consideração os saberes que construímos com a nossa própria prática metodológica ao longo dos anos de profissão.
Ao fazer a leitura proposta, me remeti ao Novo Ensino Médio veiculado pela mídia e o governo do país, como se ele fosse a solução de tudo. Infelizmente, não temos um padrão norte-americano ou Europeu de vida para tal. A caminhada na Educação do Brasil, aliada a limpeza da corrupção política é árdua, longa e possível, sigamos em frente.
Nesse momento me refiro aquela máxima de Paulo Freire:

Oi Luciana e grupo! Por essa postagem percebo que estão questionando suas práticas. Isso é muito bom. Me chamou atenção saber que mesmo com a formação em biologia, uma área que deveria incentivar a pesquisa ainda é forte a estrutura por listagens de conteúdos. Realmente estamos em processo de mudança. Vocês acreditam que nossos jovens aprendem como aprendíamos antigamente? Protagonismo dos alunos é realmente uma necessidade? Métodos globalizantes contribuem para a escola de hoje? Seguimos conversando por aqui? Neste viés? Sigam escrevendo. Estou curiosa para saber sobre as turmas de vocês, aonde vão fazer a prática. Abraço, Betynha :0) (Tutora PEAD2/UFRGS)
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